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PROJETOS E LEIS
PROJETO DE LEI N.º 016/2008
Denomina CEU Cantos do Amanhecer -Maria José Teixeira, o Centro Educacional Unificado, localizado entre a Rua Prudêncio do Amaral e a Avenida Cantos do Amanhecer no Jardim Mitsutani.
A CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO DECRETA:
Art. 1º - Denomina CEU Cantos do Amanhecer - Maria José Teixeira, o Centro Educacional Unificado, localizado entre a Rua Prudêncio do Amaral e a Avenida Cantos do Amanhecer no Jardim Mitsutani.
Art. 2º - As despesas decorrentes da implantação desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas, se necessário.
Art. 3º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário.
Sala das Sessões,
ANTONIO DONATO
VEREADOR
JUSTIFICATIVA
A presente propositura tem por objetivo denominar o Centro Educacional Cantos do Amanhecer localizado entre a Rua Prudêncio do Amaral e a Avenida Cantos do Amanhecer no Jardim Mitisutani, visando homenagear a Sra. Maria José Teixeira, atendendo à solicitação dos moradores locais que pretendem homenagear um membro ativo da comunidade, já falecido, pelos relevantes trabalhos prestados à comunidade local, conforme biografia que segue em anexo.
BIOGRAFIA
Maria José Teixeira, alagoana de São José da Laje, chegou em São Paulo na década de setenta, engajou-se na pastoral operária e conheceu pessoas de diversas classes sociais.
No inicio da década de oitenta, casou-se e teve três filhas, mesmo assim não deixou de participar das lutas por creches, moradia, saúde e educação, sempre batalhando por melhorias para o bairro do Jardim Mitsutani, local onde passou maior parte de sua via e criou suas filhas. Por isso, tornou-se, além de um símbolo de luta, uma referencia política em seu bairro.
Assim, era muito comum vê-la nos mais variados conselhos do bairro, foi participante ativa na luta pela pavimentação local, atuou, como administradora no sacolão do Jardim Mitsutani, foi membro do conselho de Saúde do Posto do Mitsutani, além de ser uma das incentivadoras para a conversão da antiga quadra Poliesportiva Cafuringa, no CEU Cantos do Amanhecer.
Em 1998 atuou na Secretaria de Abastecimento e percebeu o quanto o estudo lhe fazia falta, já que abandonou a escola aos dezessete anos de idade, por isso retornou a sala de aula, mas logo se entristeceu ao ver que a escola nada havia mudado e que a instituição escolar estava sucateada. Essa constatação não a impediu de lutar pelas causas escolares.
Coordenou a implantação de todo o processo dos trabalhos do Orçamento Participativo da Subprefeitura de M'Boi Mirim com grande competência junto a um grande número de estagiários e a comunidade local.
Foi membro atuante do coletivo de mulheres do Campo Limpo, onde sempre empenhou para a unidade nas atividades e se destacava em sua alegria e irreverência diante das situações mais adversas que os movimentos populares muitas vezes nos coloca frente às dificuldades na luta.
Incentivada pelas filhas e pela promessa feita ao pai de retornar aos estudos, foi para a universidade em busca de conhecimento para melhor compreender a situação educacional, e acima de tudo para ajudar no desenvolvimento de projetos educacionais. Em 2006, além de superar um câncer de mama, formou-se em Pedagogia pela PUC-SP, mas em 18 de julho de 2007 foi acometida por uma doença cardíaca que lhe tirou a vida.
Sem perceber, essa foi a luta de toda a sua vida, uma vez que, sempre acreditou que "o homem é um ser em desenvolvimento constante e sempre é possível aprender (...) Acredito no potencial de todos, porque todos são capazes".
Denomina CEU Cantos do Amanhecer -Maria José Teixeira, o Centro Educacional Unificado, localizado entre a Rua Prudêncio do Amaral e a Avenida Cantos do Amanhecer no Jardim Mitsutani.
A CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO DECRETA:
Art. 1º - Denomina CEU Cantos do Amanhecer - Maria José Teixeira, o Centro Educacional Unificado, localizado entre a Rua Prudêncio do Amaral e a Avenida Cantos do Amanhecer no Jardim Mitsutani.
Art. 2º - As despesas decorrentes da implantação desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas, se necessário.
Art. 3º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário.
Sala das Sessões,
ANTONIO DONATO
VEREADOR
JUSTIFICATIVA
A presente propositura tem por objetivo denominar o Centro Educacional Cantos do Amanhecer localizado entre a Rua Prudêncio do Amaral e a Avenida Cantos do Amanhecer no Jardim Mitisutani, visando homenagear a Sra. Maria José Teixeira, atendendo à solicitação dos moradores locais que pretendem homenagear um membro ativo da comunidade, já falecido, pelos relevantes trabalhos prestados à comunidade local, conforme biografia que segue em anexo.
BIOGRAFIA
Maria José Teixeira, alagoana de São José da Laje, chegou em São Paulo na década de setenta, engajou-se na pastoral operária e conheceu pessoas de diversas classes sociais.
No inicio da década de oitenta, casou-se e teve três filhas, mesmo assim não deixou de participar das lutas por creches, moradia, saúde e educação, sempre batalhando por melhorias para o bairro do Jardim Mitsutani, local onde passou maior parte de sua via e criou suas filhas. Por isso, tornou-se, além de um símbolo de luta, uma referencia política em seu bairro.
Assim, era muito comum vê-la nos mais variados conselhos do bairro, foi participante ativa na luta pela pavimentação local, atuou, como administradora no sacolão do Jardim Mitsutani, foi membro do conselho de Saúde do Posto do Mitsutani, além de ser uma das incentivadoras para a conversão da antiga quadra Poliesportiva Cafuringa, no CEU Cantos do Amanhecer.
Em 1998 atuou na Secretaria de Abastecimento e percebeu o quanto o estudo lhe fazia falta, já que abandonou a escola aos dezessete anos de idade, por isso retornou a sala de aula, mas logo se entristeceu ao ver que a escola nada havia mudado e que a instituição escolar estava sucateada. Essa constatação não a impediu de lutar pelas causas escolares.
Coordenou a implantação de todo o processo dos trabalhos do Orçamento Participativo da Subprefeitura de M'Boi Mirim com grande competência junto a um grande número de estagiários e a comunidade local.
Foi membro atuante do coletivo de mulheres do Campo Limpo, onde sempre empenhou para a unidade nas atividades e se destacava em sua alegria e irreverência diante das situações mais adversas que os movimentos populares muitas vezes nos coloca frente às dificuldades na luta.
Incentivada pelas filhas e pela promessa feita ao pai de retornar aos estudos, foi para a universidade em busca de conhecimento para melhor compreender a situação educacional, e acima de tudo para ajudar no desenvolvimento de projetos educacionais. Em 2006, além de superar um câncer de mama, formou-se em Pedagogia pela PUC-SP, mas em 18 de julho de 2007 foi acometida por uma doença cardíaca que lhe tirou a vida.
Sem perceber, essa foi a luta de toda a sua vida, uma vez que, sempre acreditou que "o homem é um ser em desenvolvimento constante e sempre é possível aprender (...) Acredito no potencial de todos, porque todos são capazes".




