Foram ouvidos na reunião da CPI da Eletropaulo, de hoje, 24/11, Regina Monteiro, Diretora de Paisagem Urbana da SP Urbanismo, que veio falar sobre o enterramento da fiação, e Anderson Oliveira, Diretor de Engenharia da Eletropaulo, que veio falar sobre poda de árvores.
No ultimo dia 18/11, não houve reunião da CPI porque os Vereadores foram visitar a Central de Operações da Eletropaulo em São Paulo. Assista a reportagem da TV Câmara.
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Regina Monteiro veio junto com a Gerente de Planejamento da Paisagem urbana e o Gerente de Projetos da Paisagem Urbana.
Segundo a Eletropaulo, o custo por quilômetro da instalação de novas redes subterrâneas é de R$ 3.200.000,00, e para converter a rede aérea em rede subterrânea o custo é de R$ 4.900.000,00, por quilometro.
O Vereador Donato perguntou a Regina Monteiro se esses valores correspondem a informação da Prefeitura. A Diretora afirmou que a Prefeitura ainda não tem o estudo sobre esse tema, segundo ela, a Universidade de São Paulo tem um estudo com esses valores. A CPI solicitou uma cópia do estudo.
Os representantes da SP Urbanismo foram questionados sobre a diferença entre os custos de manutenção das redes aérea e subterrânea. O Gerente de projetos afirmou que a manutenção da rede subterrânea é mais econômica do que a da rede aérea.
No ultimo dia 18 de outubro, o Prefeito Kassab sancionou a Lei Municipal 15.465, que trata da publicidade no Mobiliário Urbano (relógios, medidores de temperatura, pontos de ônibus, etc). O vereador quis saber se a Prefeitura já tem uma estimativa de quanto arrecadará com a concessão do mobiliário urbano.
Segundo a Diretora, a FIPE está atualizando um estudo econômico de 2009, em que devem ser incluídos também os abrigos de ônibus. Segundo ela, a receita estimada é de R$ 3.000,00 por unidade, por mês.
O objetivo inicial da concessão era ter uma contrapartida em serviços e não financeira. No entanto, a lei prevê que a compensação seja financeira. Regina Monteiro afirmou que “se o mobiliário for explorado é uma grana alta e poderia ser feita uma parceria com a Eletropaulo para o enterramento da rede”. Disse isso a pergunta do Vereador se seria viável a utilização desses recursos – do mobiliário urbano - para o enterramento das redes de cabos. Donato apresentou um Projeto de Lei com esse objetivo.
Sobre podas de árvores: informações divergentes
Segundo o Diretor de Engenharia da Eletropaulo, Anderson Oliveira, cerca de 50% dos eventos de queda de energia no município têm interferência de árvores. Ele afirmou que a Eletropaulo podou 133.000 árvores em 2010 e em 2011, até outubro, foram 60.000 árvores.
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A Prefeitura tem um convênio com a Eletropaulo, assinado em 10/12/2010, que prevê a poda das árvores que ameaçam a fiação. Prefeitura e Eletropaulo tem um grupo de estudos para viabilizar o convênio. A CPI constatou que o convênio não tem funcionado, visto que 50% das causas de queda de energia são causadas por árvores não tratadas.
Na ultima reunião da CPI, em 27/10, Marcelo Bruni, Assessor Chefe de Obras da Secretaria das Subprefeituras, participou da reunião da CPUI e afirmou que o grupo realizou algumas reuniões em 2011, mas que a Prefeitura está encontrando dificuldades de agendar novos encontros porque a Eletropaulo cria dificuldades de agenda.
A empresa negou a informação. O engenheiro agrônomo da AES Eletropaulo que representa a empresa nesse grupo, Luiz Gustavo, afirmou que as reuniões são semanais e em todas as segundas-feiras.