Donato presidirá a CPI que foi aprovada hoje, 05/04, para investigar a prestação de serviços pela Eletropaulo.
Ouça a entrevista do Vereador Donato à CBN sobre a CPI
A Lei Municipal 14.023/2005 prevê que as concessionárias de serviços como de energia elétrica, de telefonia, de televisão a cabo, na cidade de São Paulo, devem tornar os cabos de sua rede subterrâneos. A Eletropaulo não vem cumprindo essa exigência. O intuito da lei é dar mais segurança e melhorar a qualidade dos serviços, evitando acidentes com cabos e a interrupção dos serviços.

Questões sobre iluminação e expansão de ligação de energia
serão discutidas na CPI da Eletropaulo
Além de investigar o descumprimento dessa lei, outros temas serão discutidos como os recursos da COSIP, a contribuição para custeio da iluminação pública. A COSIP em São Paulo foi instituida através da Lei 13479/02, a população paga essa contribuição através da conta de energia elétrica. A Eletropaulo faz a cobrança e deve transferir os recursos para a Prefeitura que é responsável pela iluminação pública. A CPI deverá investigar como os recursos da COSIP vêm sendo aplicados. Vale dizer, que o departamento de iluminação pública da cidade, o ILUME, é um dos campeões de reclamações de munícipes.
Serão alvo de discussão também a distribuição de energia em bairros não urbanizados e favelas.
A CPI será composta por 09
membros: 1 do PR; 2 do PSDB; 1 do PT além do Vereador Donato ; 1 do DEM ; 1 do PTB; 1 do PV e 1 do PSB. O Vereador Donato será o presidente e o Vereador Domingos Dissei será o relator.
Abaixo, texto do requerimento da CPI
Publicado no DOC 24.03.2011, p. 92
REQUERIMENTO 08-00076/2011
“Considerando os fatos anunciado pelo “Jornal Diário de São
Paulo”, publicado em 17.03.11, quinta-feira, consistentes na
alegação de que Eletropaulo, empresa concessionária da prestação
de serviços de energia elétrica em nosso município não
está cumprindo a obrigação de tornar subterrâneos os cabeamentos
de energia elétrica, que se encontram expostos;
Considerando a previsão expressa na Lei Municipal nº
14.023/2005, onde, por determinação legal, ficam as concessionárias,
empresas estatais e prestadoras de serviço, que
operam com cabeamento nesta cidade, obrigados a torná-los
subterrâneos;
Considerando que tal obrigação legal não está sendo cumprida
pela Eletropaulo, o que tem acarretado sérias críticas
pelos meios de comunicação e que as medidas impostas pela
lei Municipal tem o intuito de dar maior segurança, e melhor
qualidade aos serviços prestados pelas concessionárias dos
serviços de energia elétrica, de telefonia, de televisão e cabo e
assemelhados;
Considerando que, para além do ilícito administrativo e do
eventual descumprimento de obrigação legal, essa irregularidade
é tipificada como uma ilegalidade administrativa, civil e
penal, cabendo a possibilidade de ser exigido judicialmente o
seu cumprimento;
Considerando que tal exigência está prevista a mais de (cinco)
anos, e que a Edilidade tem entre suas atribuições a obrigação
de fiscalizar o cumprimento de tal exigência, e que se faz
necessário uma análise criteriosa dos motivos pelos quais a Eletropaulo
até o presente momento não vem cumprindo a obrigatoriedade
de tornar subterrâneo os cabos da rede municipal;
Considerando os sucessivos apagões sofridos ultimamente por
nossa cidade, causando enormes prejuízos às empresas, escolas,
hospitais e à toda população.
Considerando que a Cosip, instituída por lei municipal responde
pelo pagamento de boa parte da conta de energia elétrica do
município de São Paulo, paga à Eletropaulo
Considerando que existem pendências financeiras entre a Eletropaulo
e a Prefeitura de São Paulo
Considerando também a enorme desorganização do fornecimento
de energia em assentamentos existentes em áreas
publicas municipais.
Requeiro, nos termos do artigo 33 da Lei Orgânica do Município
de São Paulo, e do artigo 91 da Resolução nº 02, de 26 de
abril de 1991, Regimento Interno da Casa, a instauração de
Comissão Parlamentar de inquérito – CPI, a ser integrada por
09 (nove) membros, com duração de 120 (cento e vinte)dias,
prorrogável na forma regimental, com a finalidade de investigar
os motivos pelos quais a Eletropaulo não vem cumprindo para
com suas obrigações legais de concessionária pública, bem
como fatos conexos ao fornecimento, manutenção e expansão
da rede de energia eletrica e iluminação publica na cidade de
São Paulo