Em manifestação contra o aumento da passagem de R$ 2,70 para R$ 3,00, ontem, 17/02, em frente a Prefeitura de São Paulo. Uma nova manifestação ocorrerá na próxima quinta, dia 24/02.
Leia Nota de Repúdio da Bancada do PT da Câmara Municipal de São Paulo

Foto: Nelson Antoine/Foto Arena
Os vereadores Donato, Zé Américo e Juliana Cardoso participavam da manifestação e negociavam uma auidência com representantes da Prefeitura. Foram agredidos por policiais que avançaram contra os mais de 500 estudantes que faziam vigilia em frente ao prédio. Alguns integrantes do movimento se acorrentaram na portaria da Prefeitura e exigiam ser atendidos pelo Prefeito. Era um protesto contra a negativa do Executivo em dialogar com o movimento.
Segundo João Victor P. de Oliveira, diretor do DCE Livre da USP,
integrante do Movimento Passe Livre, os estudantes se acorrentaram ante à
falta de negociação com a gestão Kassab. "Do Museu da CMTC viemos para a
Secretaria Municipal de Transportes e lá o secretário-adjunto de
Transportes da capital paulista, Pedro Luiz de Brito Machado, afirmou
que nada poderia fazer. Nesse momento recebemos a informação de que
alguns estudantes haviam se acorrentado buscando o diálogo".
A Bancada do PT na Câmara Municipal de São Paulo entrará com uma representação na Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo, para apurar a reação violenta contra o sexto protesto organizado pelo Comitê de Luta contra o Aumento, que reúne ativistas do Movimento Passe Livre (MPL), além dos parlamentares. Em janeiro deste ano, a primeira manifestação realizada pelo movimento foi violentamente reprimida pela policia.
A vereadora Juliana Cardoso foi barrada pela GCM de ingressar no prédio da Prefeitura e os vereadores Donato e Zé Américo tiveram que aguardar por mais de uma hora para ser atendidos pelo secretário de Assuntos Institucionais da Prefeitura de São Paulo, Antonio Carlos Malufe. Quando tudo parecia caminhar para a negociação, Malufe ligou para um dos parlamentares afirmando que não existiria diálogo.
Os manifestantes já irritados derrubaram a grade que isolava a frente da sede da Prefeitura, fortemente amparada por homens da Força Tática da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana. A PM respondeu com gás de efeito moral, spray de pimenta e tiros de borracha. Por volta das 16h, o Viaduto do Chá se tornou uma praça de guerra.
Rogério Cruz, secretário de Juventude do PT Municipal de São Paulo, lembrou que a manifestação de ontem já estava prevista desde sábado, 12/02, assim como a reunião com o Executivo, marcadas na audiência pública realizada na Câmara naquele sábado.
Os vereadores José Américo e Donato foram negociar uma trégua com os policiais e foram agredidos por cassetetes e gás de pimenta. A vereadora Juliana Cardoso chegou a desmaiar após ser atingida por uma bomba de gás lacrimogêneo e ficou com um dos braços queimados pelo gás pimenta.
Ás 22h os jovens ainda estavam acorrentados e os parlamentares negociavam com a polícia sua liberação sem violências ou represálias. Só depois das 23h foram liberados e junto com os parlamentares sairam da Prefeitura. Do lado de fora, GCMs e policiais da Tropa de Choque intimidavam os manifestantes que permaneceram em frente a Prefeitura.